SEGURANÇA ALIMENTAR

No mês de Março decorreram nos centros paroquiais de Cavá e Itoculo várias as capacitações de produtores oriundos de sete comunidades, no âmbito de dois projetos de segurança alimentar apoiados pela CAFOD e pela cooperação italiana (esta em parceria com as Ongs LVIA e INTERAIDE).

Num total 140 produtores participantes, entre os quais muitas mulheres, fez-se esta capacitação para o cultivo de hortas comunitárias com a finalidade de melhorar a própria alimentação e o rendimento familiar. Trata-se do cultivo de tomate, cebola, pimento, cenoura, couve, alface, repolho etc.

Numa entrevista ao Técnico Agropecuário facilitador da formação, Carlitos, percebemos que se trata de uma capacitação sobre as boas técnicas de produção de hortícolas para as famílias rurais. O objectivo destes cursos era mesmo capacitar os produtores/famílias no âmbito das técnicas de produção adequadas, a fim de terem boas colheitas e simultaneamente melhor alimentação.

Em Cavá-Memba fora 68 pessoas capacitadas, e em Itoculo (Monapo) foram 72 pessoas que participaram nesta formação, vindos das comunidades de Namoja, Namina, Namiro, Phapane e Milhawawe. Tudo começou com um trabalho de campo para a seleção destas pessoas/famílias. O critério de seleção começou pela apresentação do programa nas comunidades onde houve uma participação em número elevado de pessoas. De seguida fez-se a recolha dos candidatos, uma para a produção de hortícolas e outra para a criação de caprinos. Posteriormente fez-se uma visita ao domicílio das pessoas que se candidataram para ver as condições económicas de cada pessoa/família. Com base nisso fez-se a seleção de 16 famílias para hortícolas e 14 para criação de cabritos. Como qualquer projecto, aqui também se esperam que os resultados correspondam, primeiramente, o uso de técnicas para a melhoria dos rendimentos. Depois, a uma melhoria da alimentação das famílias. E por fim, a uma diversificação das fontes de rendimento das famílias.

Ao concluir, o Técnico Carlitos dizia: «sinto-me feliz por estar a contribuir para a melhoria do nível de vida das famílias rurais. E isso significa que os objectivos foram alcançados». Enfim, este projecto é promovido por uma organização da Igreja Católica, a Cáritas Diocesana de Nacala, sem fins lucrativos, mas que, na base dos bons princípios, pretende ajudar as famílias mais pobres a conseguirem melhores condições de vida.